22 de Dezembro de 2011
Os filhos
Há alturas da nossa vida em que parece que todas as mulheres se lembraram de engravidar. Claro que é uma forma de expressão. Não sei se coincidência ou não, mas ando rodeada de grávidas ou de mulheres que procuram ser abençoadas por esse "estado de graça".
Ao meu lado, a revista da Visão cujo título é: "O meu filho preferido" e com o subtítulo: "Todos os pais têm maior inclinação para um dos filhos embora nunca o assumam".
Custa-me crer que isso seja assim. Mas assusta-me se assim o é.
Como sabem, só tenho o Martim, mas confesso que sempre sonhei com 2 ou 3 filhos. Ter sido mãe aos 36 anos, no meio de uma crise económica grave que nos obriga a fazer contas e mais contas provavelmente fará com que eu fique por aí. Mas como eu gostava... No entanto, pergunto-me se seria mais feliz com outro filho. Amo de paixão o Martim e penso que seria impossível amá-lo mais. Por outro lado, sei que o amor de mãe não se divide, mas sim se multiplica. Não iria amar menos um dos meus filhos se fossem dois.
No entanto, ter outro filho nesta altura, assusta-me.Tenho muito medo do que vem por aí, se seria capaz de dar tudo o que duas crianças precisam. Não estou a falar de um quarto cada um, da mensalidade de um bom infantário. Estou a falar de cuidados e necessidades básicas como vacinas, cuidados de saúde e todas aquelas despesas obrigatórias. "Tudo se cria", oiço dizer... Eu sei, mas seríamos todos felizes com muitas dificuldades?
Não me posso queixar muito da vida que tenho. Mas o dia de amanhã, assusta-me e muito.
Apesar de tudo isso, fico a pensar que não há amor maior do que o de um filho e companheirismo maior do que o de uma irmão ou irmã.
A vida é assim. Tomamos opções sem sabermos se são as melhores.
Mas de uma coisa estou certa, a minha vida não faria sentido se não fosse mãe, sem o amor que sinto ao dar um abraço, ao ouvir "Mamã uinda".
O meu filho é, sem dúvida, o amor da minha vida.
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Que lindo Aline :) emocionou-me profundamente este texto... escrito com o coração, como sempre fazes.
ResponderEliminarEu entendo perfeitamente a tua angústia. Infelizmente o futuro é incerto, mas tenho esperança que depois de ultrapassada esta fase mais difícil teremos todos uma vida mais serena. Tenho esperança.
Quanto ao amor diferenciado entre filhos... também não acredito muito nisso, não me imagino a preferir um filho. Acredito sim que o nosso coração se vai multiplicar e crescer ainda mais... para abraçar, amar e beijar todos os que estarão para vir :)
Desejo-te tudo de bom Aline e o teu Martim está maravilhoso. Vê-se que é um menino muito amado e feliz...
Aline tens toda a razão!
ResponderEliminarEu amava ter mais filhos, vamos ver, também tenho medo, mas gostava muito que o meu filho tivesse um irmão
Essa notícia da Visão que confesso não ter lido não me convence. Tenho 2 filhos e ama-os de igaul forma mas de diferentes maneiras.
ResponderEliminarConfesso que sim, há alturas em que por razões várias estou mais pórxima de um que de outro, mas não amo mais ou menor por isso.
Eu sou filha única e sempre desejei 2 filhos. Claro que tivesse mais 1 ficaris super feliz mas não dá. Além de ter de fazer tratamentos para tal (nada baratos), tb tenho consciência que na nossa vida não dá. Tudo se cria, sim, mas em que condições?
Quanto à crise não é exactamente ela que me assusta, os nossos pais passaram por situações idênticas e piores, mas o que se faz utilizando a crise como desculpa. O despotismo barato, o quero lá saber dos outros, o não respeitar ninguém por causa da crise. Isso assusta-me e muito.
bjs e um feliz Natal
Tudo se cria. É verdade. Mas a que preço? A vida é assim mesmo. Quando aparecem vários caminhos, não sabemos bem qual seguir, mas há que continuar a caminhada; às vezes acerta-se, outras não.
ResponderEliminarEu também adoraria ter mais netinhos. Oh! como gostava! Mas compreendo as tuas dúvidas, concordo com elas. Mas, o que tem que ser será. Às vezes, sem que se espere, as coisas acontecem.
Quanto a preferência por filhos, em alguns casos isso ocorre. Mas não é o habitual. Como diz a Nany, amamos é de forma diferente. Acontece que, por vezes, por motivos menos bons, nos vemos obrigados a dar mais atenção a um dos filhos, mas não porque o amamos mais.
Como dizes, querida norinha, o amor de mãe não se divide, mas se multiplica. E, também como dizes, não há ventura maior do que amar um filho.
Bons preparativos para a viagem.
Muito amor!
Obrigada a todas. Beijinhos
ResponderEliminarQuanto a mim, quero ter outro filho, só não sei quando será. Mas Deus queira que não demonstre preferir um deles (acho isso terrível).
ResponderEliminarAproveito para desejar-te um Feliz Natal!
Faço também votos para que 2012 seja um ano de mudança para melhor, que alcances o que mais desejas… sobretudo que sejas muito feliz!
todos os dias me questiono se terei feito uma loucura, mas depois penso que pior do que isto não ficaremos. penso também que a europa já atravessou duas guerras mundiais e ainda assim as mulheres continuaram a pôr filhos no mundo, mesmo quando nada garantisse que isso fosse o mais indicado. é da nossa natureza sermos mais e conseguiremos sempre acomodarmo-nos com menos.
ResponderEliminarnão conheço nenhum filho único que não tivesse desejado ter irmãos.