28 de Janeiro de 2012

O 1º castigo

Como já é sabido, a fase dos 2- 3 anos é repleta de birras, afirmação da personalidade, desafios, asneiras... Enfim, a criança descobre o mundo de outra forma e tenta enquadrar o que está à volta dela, de preferência com a sua personalidade.
Cabe-nos a nós, adultos ensiná-la a resistir à frustração, guiá-la para o caminho certo, a troco de muita pedagogia, firmeza e, inevitavelmente (por muito que me custe), com zangas (com afetividade) e em último caso (para mim, pelo menos), com uma (rara) palmada SOS.
Sempre fui apologista (quando não tinha filhos) da dita "palmada pedagógica" (em casos excecionais), sabendo eu, no entanto, que de pedagógica não tinha nada e que só servia para pôr termo à birra ou zanga, de forma  imediata e (nem sempre) eficaz. Claro que não estou a falar de surras, maus tratos e sei que há humilhações à criança e castigos que a traumatizam bem mais do que a dita palmada.
 Mas confesso que sempre fui "frouxa" ou branda e o reizinho cá de casa já se vai apercebendo disso. Mas o que mais me assusta é perder o controlo da personalidade dele e que se torne uma criança que não cumpre regras ou se torne mal educada.

Do alto dos seus 2 anos e meio,de vez em quando, as birras acentuam e cada vez mais tenta ir mais além dos seus limites, apesar de ter noção do que está certo e errado.
Por acaso, quando erra, pede desculpa, não que eu o obrigue (mas é dele), e passado um bocado, abraça-se a mim, e começa a sessão de carinhos de perdão.

Hoje, a asneira foi longe demais. A excelência pegou num lápis de cera e exerceu os seus dotes artísticos no LCD da sala (coisa pouca, pois).
Por muita zanga e tom de voz inevitavelmente elevado, pensei levar a coisa mais a sério a aplicar um castigo (sempre tentei mas nunca consegui sentá-lo na dita cadeira a "pensar na vida") e decidi privá-lo, no dia de hoje, de utilização do objeto da sua asneira, a televisão.
A televisão sempre esteve ligada, sim, mas nada de Panda nem DVD.
Ao longo do dia, pediu várias vezes para mudar de canal ou pôr um dvd e expliquei o porquê e ele lá desistiu de pedir. Percebeu que tinha feito asneira e que não irá ver os seus programas.

Amanhã, levanto o castigo, pois acho um dia suficiente.
Vamos ver se a "pena" serve de alguma coisa.

8 comentários:

  1. Os pais ke dão palmadas, ke gritam, ke castigam os filhos bléblé blé não têm blogs lol

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  2. Acho que fizeste bem e pode ser que ele tenha percebido :)

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  3. Acredita, que há dias em que quase dou em doida, e não tenho outra opção se não castigá-lo!
    Também quero acreditar, que o esteja a moldar correctamente...
    Enfim o tempo o dirá!
    bjokas

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  4. Ao anónimo, eu não costumo castigar nem bater no meu filho, tanto que foi o 1º castigo que não foi nada por aí além. Mas também não quero que o meu filho se torne um selvagem. Se muitos (todos) os pais se preocupassem com a educação dos filhos e não fossem tão permissivos, porque deixar andar dá menos trabalho, as escolas não estariam repletas de miúdos mal educados que são medicados (porque dá menos trabalho do que educar) desde os 6 anos. E no entanto, é o que há.

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  5. Acho que fissestes muito bem o Tanguinhas tambem já tem estado de castigo e eles percebem,e nao sai do castigo sem eu dizer !!

    beijinhos

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  6. A mim só me apetece dizer que o anónimo ou anónima é um ou uma ANORMAL e não tem filhos de certeza para falar assim...
    O melhor que podemos dar aos nossos filhos é AMOR e EDUCAÇÃO. A palmada pedagógica e o castigo fazem parte da educação. No fundo são gestos de AMOR porque estão a contribuir para criarmos sermos humanos melhores. O problema é que EDUCAR dá trabalho... quando uma mãe castiga um filho sabe que está a fazê-lo para o bem dele... e sabe Deus o quanto nos custa fazê-lo! Beijinhos

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  7. Obrigada, Rute. É isso mesmo!
    Beijinhos

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  8. Neste mundo, infelizmente, ainda há "BURROS" como anónimo que tão erroneamente se pronunciou, mas como "vozes de burro não chegam ao Céu"... vamos adiante. Claro que é necessário que, de alguma forma, façamos entender às crianças que há limites para as suas atitudes. Se o castigo for justo e não violento é aceite e resulta. Claro que dizemos sempre "tadinho do meu menino", mas isto é o coração a falar e temos que dar também ouvidos à razão. Castigar hoje para que amanhã não haja castigos. Fizeste muito bem minha Norinha. Assim é que é! Amor para os três. Adorei saber que temos um "picasso" na família... Ah!Ah!Ah!

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